Ser lésbica no Brasil ainda é um ato de resistência. É encarar olhares, perguntas atravessadas e sistemas que insistem em ignorar sua existência — inclusive nos espaços onde o acolhimento deveria ser regra: na saúde.
Na Vida Fértil, sabemos que visibilidade lésbica não é só uma data no calendário. É uma pauta de cuidado, de direitos reprodutivos e de reconhecimento de que amar outra mulher não deve excluir ninguém do direito de ser mãe, de ter acesso digno ao atendimento ou de cuidar do próprio corpo com segurança.
Frases que ainda escutamos (e que não deveríamos mais escutar)
“Você já toma anticoncepcional?”
“Seu marido também vai fazer a coleta?”
“Mas vocês querem engravidar… sem um homem?”
Essas perguntas ainda são feitas — em consultórios, clínicas de fertilidade e até na recepção de unidades de saúde. Elas não só revelam a falta de preparo dos profissionais, como também reafirmam o apagamento constante das vivências lésbicas, mesmo em ambientes médicos.
A falta de acolhimento ainda é real
Mulheres lésbicas seguem enfrentando:
- Barreiras no acesso à reprodução assistida
- Falta de representação em campanhas de saúde
- Ausência de protocolos inclusivos no atendimento público e privado
- Julgamento e desinformação nos processos de gestação e maternidade
E não, isso não é só desconfortável. É uma violação do direito à saúde integral.
Visibilidade é mais que um post
No Dia da Visibilidade Lésbica, a gente não quer só ser lembrada. Queremos ser ouvidas. Queremos acesso. Queremos respeito. E queremos viver nossas maternidades, nossos amores e nossos corpos em liberdade.
Ser lésbica não é fase. Não é fetiche. E definitivamente não é invisível.
É identidade, é existência e é direito.
Na Vida Fértil, reforçamos nosso compromisso diário com um cuidado que reconhece todas as formas de amar, maternar e viver.