Até 40% das mulheres em tratamento de infertilidade apresentam um diagnóstico psiquiátrico, geralmente depressão ou ansiedade.
E não são apenas as mulheres: homens e mulheres que passam pela fertilização in vitro (FIV) ou outros tratamentos de reprodução assistida apresentam níveis mais altos de ansiedade e depressão do que a população em geral.
Cada consulta, cada resultado, cada perda gestacional pode se tornar um peso emocional difícil de carregar sozinho.
A dor emocional não é exagero
Quem está nessa jornada sabe: o sofrimento é real, mesmo que não seja visível para os outros.
Cada tentativa envolve expectativas, esperanças, frustrações — e, muitas vezes, silêncio.
Após uma perda gestacional, por exemplo, o risco de desenvolver transtornos emocionais aumenta, sobretudo quando a pessoa ou casal já está em tratamento. Essa dor não deve ser minimizada. Ela precisa ser reconhecida e acolhida.
Saúde mental também faz parte do cuidado reprodutivo
Cuidar da mente é tão importante quanto cuidar do corpo. A preparação para receber uma nova vida também inclui atenção às emoções, ao estresse e ao impacto que esse processo causa na autoestima e nos relacionamentos.
Por isso, o acompanhamento psicológico especializado é fundamental para quem enfrenta a infertilidade ou tratamentos de reprodução assistida.
Você não está sozinha(o)
Durante este Setembro Amarelo, reforçamos: existe acolhimento e existe apoio especializado. Procurar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem.
Se os sentimentos parecerem pesados demais, não hesite em buscar apoio. O cuidado com a saúde mental é parte essencial da jornada para realizar o sonho da maternidade ou paternidade.